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Lei que criminaliza o bullying é suficiente?

Como as escolas podem agir para diminuir a violência?

Em janeiro, foi sancionada uma lei que criminaliza as práticas de bullying e cyberbullying e estabelece multa, ou até mesmo prisão, para as pessoas que praticam intimidação constante. A nova legislação tem sido comemorada, mas é preciso refletir: será que ela, sozinha, pode resolver esse tipo de violência?. 

Embora a lei seja um importante avanço, não se diminui o bullying, um tema tão complexo, apenas por decreto. E nem de uma hora para outra. É preciso um trabalho diário, constante, que envolva toda a comunidade, desde funcionários de apoio, professores e gestores, até alunos e seus familiares.

“Se a gente não começar a reestruturar o que é prioridade dentro da escola, que tipo de discussões vamos ter e qual é o papel do professor em sala de aula, vai ser muito difícil resolvermos qualquer questão”, diz Caio Lo Bianco, CEO do LIV, que falou sobre o tema em um artigo publicado no jornal O Globo .

Na prática, o que as escolas podem fazer?

Uma das medidas que gestores podem adotar é a implementação de momentos para se discutir as relações, o respeito às diferenças e a importância de se resolver conflitos pelo diálogo. Todos são assuntos ligados à educação socioemocional, que incentiva a comunicação, a empatia e o pensamento crítico. 

“É muito mais fácil praticar a violência contra aqueles que não conhecemos. Na medida em que você passa a enxergar o outro, a entender suas vulnerabilidades, as chances de cometer uma violência contra essa pessoa são reduzidas. É importante que as instituições de ensino ofereçam, de forma intencional, espaços de escuta e de fala para toda a comunidade escolar. Precisamos pensar em maneiras de endereçarmos os conflitos, que são naturais de uma escola, por meio da linguagem, da palavra, e do diálogo, evitando que escalonem para agressões”, diz Caio.


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Um processo com muitas nuances

Além de chamar atenção para a necessidade de estabelecer espaços de escuta e de troca, o CEO do LIV lembra ainda que os gestores e professores precisam, em cada caso de bullying, escutar verdadeiramente os envolvidos na situação, reconhecendo que cada episódio é único e requer uma abordagem individualizada. 

“Há a complexidade de identificar e delimitar o bullying, uma vez que, para quem convive no ambiente escolar, é perceptível que, em muitas situações, o “agressor” também desempenha o papel de “vítima” e vice-versa. Essa dualidade entre agressor e vítima pode contribuir para reforçar estereótipos e impor rótulos que aderem à pele dos alunos ao longo do tempo – como “o garoto problema” ou “a menina agressora”, alerta.

Outra questão que precisa ser levada em consideração, diz Caio,  é a definição do que é realmente uma situação de bullying.

“Quem determinará se uma situação é bullying? Onde reside o limite entre bullying e as complexidades das relações humanas, que naturalmente envolvem emoções como raiva, amor e ódio?”, provoca.

Como o LIV pode ajudar?

O LIV oferece material para auxiliar as escolas parceiras em diferentes frentes. Com as aulas, os estudantes aprendem a conhecer melhor suas emoções e a se autorregular. Além disso, são construídos espaços abertos de fala que oportunizam conversas sobre sentimentos, convivência e relacionamento. Há ainda séries, jogos, textos e dinâmicas que podem atuar como facilitadores para conversas sobre o bullying.

O assunto é abordado diretamente em aulas oferecidas para turmas do Ensino Fundamental Anos Finais, juntamente com outras temáticas importantes, como amizade, vida escolar e desafios do amadurecimento. Além disso, com as séries audiovisuais exclusivas do LIV, as alegrias e dificuldades que envolvem as relações ganham cor e voz, permitindo aos alunos identificar-se com os personagens e construir diferentes estratégias emocionais.

Quer saber mais sobre bullying e como sua escola pode ajudar a desconstruí-lo? Acesse a cartilha que o LIV preparou sobre o assunto.


Gostou do conteúdo e quer conhecer mais sobre o LIV e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais? Confira mais nas redes sociais e fique ligado nos episódios do nosso podcast Sinto que Lá Vem História.

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O LIV – Laboratório Inteligência de Vida é o programa de educação socioemocional presente em escolas de todo o Brasil, criando espaços de fala e escuta para ampliar a compreensão de si, do outro e do mundo.