LIV para o mundo >
Blog
Blog
Todas as publicações

Tirar os filhos da frente das telas: saiba como enfrentar este desafio nas férias

Quem tem filho pequeno ou adolescente em casa sabe como é difícil tirá-los da frente das telas, especialmente durante as férias, quando, longe da rotina escolar, eles parecem acreditar que os aparelhos eletrônicos são a única fonte de diversão possível.

É claro que os jogos e telas podem ser divertidos, mas ficar horas e horas hipnotizado por eles não é um hábito saudável. A exposição prolongada contribui para o sedentarismo e pode afetar até mesmo a saúde mental. 

Uma pesquisa da Universidade Estadual de San Diego, em conjunto com a Universidade da Geórgia, revelou que o excesso de telas pode causar ansiedade, dificuldades de aprendizagem e até mesmo diminuir a atenção.  O estudo mostrou que mesmo apenas uma hora de tela diariamente pode fazer com que crianças e adolescentes comecem a ter menos curiosidade, estabilidade emocional e menor autocontrole, além de maior incapacidade de terminar tarefas. 

Outro estudo, desta vez da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apontou que o uso excessivo de telas está relacionado a uma piora da saúde mental de seus usuários, independentemente da idade. A pesquisa, que revisou 142 artigos que acompanharam, no total, mais de dois milhões de pessoas ao redor do mundo, constatou que, no caso das crianças, 72% dos estudos identificaram um aumento de depressão associado ao uso excessivo de telas.

Outro dado importante da pesquisa  é que o tempo excessivo diante das telas pode levar à diminuição do Quociente de Inteligência (QI) antes do previsto em função da falta de incentivo e de atividades que demandem pensamento rápido.

Negociação é o melhor caminho

Não faltam, portanto, motivos para tentar diminuir o tempo de telas das crianças e adolescentes. Os cuidadores, no entanto, muitas vezes, apelam para a proibição. Envolvidos com o trabalho e as tarefas do cotidiano durante o recesso dos filhos, eles acham que o caminho mais simples é apenas dizer que não pode jogar ou ameaçar tirar o celular ou o computador. Esta estratégia, no entanto, é ineficaz, diz Márcia Frederico, psicóloga do LIV.

Para ela, a palavra-chave durante as férias (e em todo o ano) é negociação. É preciso explicar o motivo pelo qual não é bom passar o dia inteiro (e até mesmo a madrugada, como é o caso de algumas famílias) diante das telas. Quando se trata de adolescentes, é possível mostrar estatísticas, conversar sobre o problema. Os pais precisam também estar abertos à escuta e saber ouvir porque o adolescente se abstém de outras diversões.

“Propor um tempo específico para o uso dos aparelhos eletrônicos é o caminho. Com as crianças menores, a dica é oferecer uma outra atividade em troca”, afirma Márcia.

Propor alternativas é uma estratégia também eficaz

A psicóloga do LIV sugere que sejam propostas atividades que contribuam com o tempo de qualidade, como passeios ao ar livre ou brincadeiras coletivas no tempo que for negociado fora das telas.

“Essas atividades ajudam a desenvolver habilidades socioemocionais das crianças e adolescentes, como criatividade e comunicação. Em um jogo, com regras, aprendemos a questão do limite, o respeito ao tempo do outro participante, a ganhar ou perder, fazendo que a gente aprenda a lidar com nossos sentimentos”, diz.

Conheça atividades que podem substituir as telas

Pensando nisso, a psicóloga do LIV fez uma lista de atividades divertidas que podem ajudar os pais a entreter os filhos durante as férias escolares. Não é preciso, segundo ela, investir em brinquedos caros ou ideias mirabolantes. Confira algumas dicas:

 

Atividades do dia a dia

Para crianças menores, uma ida ao supermercado pode ser estimulante. Pode-se propor, por exemplo,  que ela observe quantas pessoas passam no caminho andando de bicicleta. Essa atividade desperta a curiosidade, a observação e ajuda os pequenos a enxergar a diversidade de pessoas ao seu redor. 

 

Pega-varetas

Quem tiver o brinquedo em casa, pode usá-lo para trabalhar a autorregulação emocional e física, a estratégia e a classificação de cores. Também é fácil improvisar: basta pintar palitos de churrasco (não esqueça de lixar as pontas pontiagudas) para ter uma versão caseira da diversão. 

 

Construção

Que tal pegar objetos variados de casa e propor a construção da torre mais alta possível? A brincadeira vai estimular a concentração, a criatividade e fazer com que os participantes pensem na melhor estratégia. Além disso,  trabalha a coordenação motora e a expectativa emocional da criança. 

 

Bingo

O jogo simples, que pode ser jogado com grãos de feijão, ajuda na atenção e na coordenação de ações diferentes, como agir e falar. 

 

Quebra-cabeças

Eles despertam a paciência e a perseverança, a concentração, a visão espacial e abstrata. São indicados também para adolescentes, basta investir nas versões mais complexas, com peças menores e tamanho maior.

 

Jogos de tabuleiro

Há várias versões indicadas para adolescentes, que podem reunir os amigos em volta da mesa. A atividade trabalha o cumprimento de regras, a comunicação ampla com o outro, estratégia e negociação. 

“Jogos mostram que tudo pode começar de novo, que podemos nos aperfeiçoar”, diz Márcia.

 


Quer conhecer mais sobre o LIV e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais? Confira mais nas redes sociais e fique ligado nos próximos episódios do Sinto que Lá Vem História.

Tirar os filhos da frente das telas: saiba como enfrentar este desafio nas férias -LIV Inteligência de VidaTirar os filhos da frente das telas: saiba como enfrentar este desafio nas férias -LIV Inteligência de VidaTirar os filhos da frente das telas: saiba como enfrentar este desafio nas férias -LIV Inteligência de VidaTirar os filhos da frente das telas: saiba como enfrentar este desafio nas férias -LIV Inteligência de VidaTirar os filhos da frente das telas: saiba como enfrentar este desafio nas férias -LIV Inteligência de Vida


Navegue por tags:



O LIV – Laboratório Inteligência de Vida é o programa de educação socioemocional presente em escolas de todo o Brasil, criando espaços de fala e escuta para ampliar a compreensão de si, do outro e do mundo.