Histórias da tia Val

Um dos materiais que você, responsável, receberá é o livro Histórias da Tia Val. Se você perguntar a outros responsáveis, todos (ou a maioria) vão dizer que desejam que a criança seja saudável e feliz e que tenha sucesso na vida – ainda que cada um deles tenha a própria definição de felicidade e de sucesso. Pesquisas multidisciplinares em Psicologia, Neurociência, Pedagogia e outras ciências dizem que o desenvolvimento das habilidades socioemocionais nos indivíduos está
diretamente ligado ao seu bem-estar psicológico e ao seu desempenho acadêmico. Como o primeiro passo para desenvolver essas competências é aprender a identificar suas emoções, esse livro é uma excelente ferramenta.

Você deve utilizar o livro e as atividades propostas, aqui, ao longo de todo o ano. Fazer a leitura com a criança, além de ajudar no processo de alfabetização, torna mais forte a ligação entre você e ela. O estabelecimento desse vínculo é fundamental no desenvolvimento emocional, que é um trabalho de longo prazo. Nessa fase, o cérebro ainda não está totalmente pronto. Portanto, a participação ativa dos responsáveis é muito importante para o desenvolvimento da criança.

O livro Histórias da Tia Val relata diversos momentos da personagem principal, Fernanda, com a sua Tia Val, que é como se fosse uma mãe, pois é ela quem cuida da Fê. Tia Val tem muitas histórias para contar, já que um dos programas favoritos delas é ir ao sebo folhear livros. Tia Val aproveita vários momentos para trazer contos de diversas origens e apresentar metáforas para que a Fê pense sobre suas vivências.

Além do livro e da pasta da Fernanda, indicamos algumas brincadeiras para a família ampliar esse diálogo socioemocional. São elas:

I. Mesa-redonda:
Brincar de entrevistar é uma excelente forma de aprender e ensinar. Escolha um capítulo vivido e uma emoção trabalhada e proponha bate-papos para que você faça perguntas e a criança responda e também para que a criança faça perguntas e você responda. Seguem abaixo alguns exemplos de perguntas que podem ser feitas na entrevista: Quando você tinha a minha idade, do que você tinha medo? Você consegue perceber quando estou triste? Como? Conte um momento muito feliz da sua semana.
Essas perguntas, além de permitirem que a criança conheça melhor as pessoas da família, também vão ajudá-la a se conhecer e desenvolver empatia, uma vez que ela saberá que todos nós sentimos emoções. Seria ótimo registrar as perguntas e respostas em um caderno ou, se preferir, gravar um vídeo com o celular.

II. Álbum de caras e bocas
Uma forma de continuar o diálogo das emoções é montar um álbum de fotos com cada integrante da família fazendo o rosto de um monstrinho. Assim, por meio de uma brincadeira, a criança consegue identificar as microexpressões emocionais dentro da família.

III. Emoções no livro e no filme

Quando estiver lendo um livro para a criança ou vendo um filme com ela, aproveite para pergunta o que ela acha que o personagem do livro ou do filme sentiu em determinado momento da história. Essa simples pergunta e a conversa que ela pode gerar ajudam a criança a ampliar sua consciência emocional.

IV. Autorretrato

Sabia que as emoções são refletidas no nosso rosto? Que tal brincar no espelho de reconhecer essas expressões com a criança? Depois da brincadeira, vocês podem fazer um autorretrato da emoção que mais gostaram de representar com um desenho.

V. Controle remoto

Você pode fazer etiquetas e cartões para ajudar a criança a lidar melhor com suas emoções. Isso para que ela se conheça melhor. Tente algo assim para a criança completar:

Quando eu ________________ (como seu corpo fica), é porque estou _________________ (emoção) e preciso _____________________ (estratégia).

Exemplo:
Quando eu choro, é porque estou triste e preciso desenhar um pouco.

Lembramos que não há uma resposta específica para essa questão. Por exemplo, também podemos chorar por raiva ou até por alegria. O importante desse momento é reconhecer o que acontece consigo.

VI. Diálogo sempre

Sabemos que muitas situações e conflitos são vividos em casa e nas relações familiares, seja com irmãos, com responsáveis ou com outros integrantes da família. Aproveite a linguagem dos monstros para poder abordar as emoções e seus desdobramentos no convívio familiar.

VII. Observando fotos

Que tal pegar fotos antigas e observá-las tentando relembrar o que vocês estavam sentindo no momento em que foram tiradas? Com as fotos, com certeza, surgirão muitas lembranças e emoções.
Aproveitem para compartilhar mais momentos inesquecíveis juntos.