Manual Do Capitão Clark

Por Blandina Franco e José Carlos Lollo, Autores

Um dos materiais que você, responsável, receberá é o livro Manual do Capitão Clark. Se você perguntar a outros responsáveis, todos (ou a maioria) vão dizer que desejam que as crianças sejam saudáveis, felizes e tenham sucesso na vida, ainda que cada um deles tenha sua definição própria de felicidade e sucesso.

 

Pesquisas multidisciplinares em Psicologia, Neurociência, Pedagogia e outras ciências dizem que o desenvolvimento das habilidades socioemocionais nos indivíduos está diretamente ligado ao seu bem-estar psicológico e ao seu desempenho acadêmico. Como o primeiro passo para desenvolver essas competências é aprender a identificar suas emoções, esse livro é uma excelente ferramenta.

 

Você deve utilizar o livro e as atividades propostas aqui ao longo de todo o ano. A leitura com a criança, além de ajudá-la no processo de alfabetização, torna mais forte a ligação entre você e ela. O estabelecimento desse vínculo é fundamental no desenvolvimento emocional, que é um trabalho de longo prazo. Nessa fase, o cérebro ainda não está totalmente pronto. Portanto, a participação ativa dos responsáveis é muito importante para o desenvolvimento das crianças.

 

O livro é uma espécie de enciclopédia para se preparar para ser um bom astronauta. O manual é guiado por Geraldo e por seu tão amado Capitão Clark. Eles dão diversas dicas de situações às quais os astronautas precisam ficar atentos e como as famílias podem se preparar para ganhar o certificado de Astronauta LIV. Todos os capítulos são finalizados com uma missão; depois que esta for concluída, a família poderá compor mais uma parte de seu certificado. Ao final do livro, todos poderão ser considerados e reconhecidos como astronautas LIV.

 

Para vocês terem êxito nessa experiência, sugerimos algumas atividades para potencializar o uso do livro:

 

  1. Mesa-redonda:

 

Brincar de entrevistar é uma excelente forma de aprender e ensinar. Escolha um capítulo vivido e uma emoção trabalhada e proponha bate-papos para que você faça perguntas e a criança responda e também para que a criança faça perguntas e você responda. Seguem abaixo alguns exemplos de perguntas que podem ser feitas na entrevista: Quando você tinha a minha idade, do que você tinha medo? Você consegue perceber quando estou triste? Como? Conte um momento muito feliz da sua semana.

 

Essas perguntas, além de permitirem que a criança conheça melhor as pessoas da família, também vão ajudá-la a se conhecer e desenvolver empatia, uma vez que ela saberá que todos nós sentimos emoções. Seria ótimo registrar as perguntas e respostas em um caderno ou, se preferir, gravar um vídeo com o celular.

 

  1. Álbum de caras e bocas

 

Uma forma de continuar o diálogo das emoções é montar um álbum de fotos com cada integrante da família fazendo o rosto de um monstrinho. Assim, por meio de uma brincadeira, a criança consegue identificar as microexpressões emocionais dentro da família.

 

III. Emoções no livro e no filme

 

Quando estiver lendo um livro para a criança ou vendo um filme com ela, aproveite para pergunta o que ela acha que o personagem do livro ou do filme sentiu em determinado momento da história. Essa simples pergunta e a conversa que ela pode gerar ajudam a criança a ampliar sua consciência emocional.

 

  1. Autorretrato

 

Sabia que as emoções são refletidas no nosso rosto? Que tal brincar no espelho de reconhecer essas expressões com a criança? Depois da brincadeira, vocês podem fazer um autorretrato da emoção que mais gostaram de representar com um desenho.

 

  1. Controle remoto

 

Você pode fazer etiquetas e cartões para ajudar a criança a lidar melhor com suas emoções. Isso para que ela se conheça melhor. Tente algo assim para a criança completar:

 

Quando eu ________________ (como seu corpo fica), é porque estou _________________ (emoção) e preciso _____________________ (estratégia).

 

Exemplo:

Quando eu choro, é porque estou triste e preciso desenhar um pouco.

 

Lembramos que não há uma resposta específica para essa questão. Por exemplo, também podemos chorar por raiva ou até por alegria. O importante desse momento é reconhecer o que acontece consigo.

 

  1. Diálogo sempre

 

Sabemos que muitas situações e conflitos são vividos em casa e nas relações familiares, seja co irmãos, com responsáveis ou com outros integrantes da família. Aproveite as histórias e os momentos apresentados no Manual do Capitão Clark para poder abordar as emoções e seu desdobramentos dentro de casa com as crianças.