LIVRO VIDA FORMIGA

Por Blandina Franco e José Carlos Lollo, Autores

Um dos materiais que você, responsável, receberá é o livro Vida Formiga. Se você perguntar a outros responsáveis, todos (ou a maioria) vão dizer que desejam que a criança seja saudável, feliz e tenha sucesso na vida – ainda que cada um deles tenha a própria definição de felicidade e de sucesso. Pesquisas multidisciplinares em Psicologia, Neurociência, Pedagogia e outras ciências dizem que o desenvolvimento das habilidades socioemocionais nos indivíduos está diretamente ligado ao seu bem-estar psicológico e ao seu desempenho acadêmico. Como o primeiro passo para desenvolver essas competências é aprender a identificar suas emoções, esse livro é uma excelente ferramenta. Você deve utilizar o livro e as atividades propostas aqui ao longo de todo o ano. A leitura com a criança, além de ajudá-la no processo de alfabetização, torna mais forte a ligação entre você e ela. O estabelecimento desse vínculo é fundamental no desenvolvimento emocional, que é um trabalho de longo prazo. Nessa fase, o cérebro ainda não está totalmente desenvolvido. Portanto, a participação ativa dos responsáveis é muito importante para o desenvolvimento da criança. O livro conta a história de cinco formigas: Darci, Valdeci, Doraci, Iraci e Dagoberto. Mas elas não são formigas quaisquer: elas vivem na casa da árvore do Tomás, personagem que as crianças vão acompanhar em sala de aula. Por morarem nesse local, essas cinco formigas acabam estando presentes em diversas histórias vividas por Tomás e por seu primo e melhor amigo, Geraldo. Nessas histórias, diversas emoções e comportamentos comuns dessa idade vão ser apresentados por intermédio das formigas. Esses temas serão uma ótima forma de você conversar com seu filho sobre situações similares vividas em casa e na escola, e as atividades propostas ao final de cada capítulo também serão um auxílio para esses diálogos.

Para você obter êxito nessa experiência, sugerimos algumas atividades que vão potencializar o uso do livro:

I – Mesa-redonda: Brincar de entrevistar é uma excelente forma de aprender e ensinar. Escolha um capítulo vivido e uma emoção trabalhada e proponha bate-papos em que você faça perguntas e a criança responda, e vice-versa. Seguem alguns exemplos de perguntas a serem exploradas na entrevista. A) Quando você tinha a minha idade, tinha medo de quê? B) Você consegue perceber quando estou triste? Como? C) Me conta um momento muito feliz da sua semana. Essas perguntas, além de permitirem à criança conhecer melhor as pessoas da família, também vão ajudá-la a se conhecer e a desenvolver empatia, uma vez que ela saberá que todos nós sentimos emoções. Seria ótimo registrar as perguntas e as respostas em um caderno ou, se você preferir, filmar a entrevista com o celular.

II. Álbum de caras e bocas: Uma maneira de continuar o diálogo sobre as emoções é montar um álbum de fotos com cada integrante da família fazendo o rosto de um monstrinho. Assim, numa forma de brincadeira, a criança consegue identificar as micro-expressões emocionais dentro da família.

III. Emoções no livro e no filme: Quando estiver lendo um livro para a criança ou vendo um filme com ela, aproveite para perguntar o que ela acha que o personagem do livro ou do filme sentiu em determinado momento da história. Essa simples pergunta e a conversa que ela pode gerar ajudam a criança a ampliar sua consciência emocional.

IV. Autorretrato: Sabia que as emoções são refletidas no nosso rosto? Que tal você e a criança sortearem um dos monstrinhos do livro e desenharem um autorretrato? A brincadeira fica mais divertida se vocês fizerem a expressão do rosto diante do espelho. Compartilhe com outros membros da família. Você também pode escolher um monstrinho por semana e incrementar o desenho, usando tinta, lápis de cor ou materiais reciclados!

V. Controle remoto: Você pode fazer etiquetas e cartões para ajudar a criança a lidar melhor com suas emoções. Isso para que ela se conheça melhor. Tente algo assim para a criança completar: Quando eu (como seu corpo fica), é porque estou (emoção) e preciso (estratégia). Exemplo: Quando eu choro, é porque estou triste e preciso desenhar um pouco. Lembrando que não há uma resposta específica para essa questão. Por exemplo, também podemos chorar por raiva ou até por alegria. O importante nesse momento é reconhecer o que acontece consigo.

VI. Diálogo sempre: Sabemos que muitas situações e conflitos são vividos em casa e nas relações familiares, seja com irmãos, com responsáveis ou com outros integrantes da família. Aproveite a linguagem dos monstros para poder abordar as emoções e seus desdobramentos dentro de casa com as crianças