A palavra e a educação: um discurso de Elisa Lucinda

21 de setembro de 2020

Para Elisa Lucinda, a escola é um lugar de esperanças, música, poesia e, principalmente, palavras. Poetisa, jornalista, escritora, cantora e atriz, ela sabe como ninguém fazer uso da palavra e acredita que o papel da escola deveria ser fortalecê-la entre seus alunos, não com o objetivo do simples letramento, mas sim para que possam conhecer o mundo por meio dela.

Para falar um pouco mais sobre esse tema, ela nos presenteou com um discurso sobre A Palavra e a Educação, que abriu o 2º Congresso LIV Virtual, um evento realizado pelo Laboratório Inteligência e que levou a milhares de espectadores a oportunidade de debater a educação a partir de uma multiplicidade de olhares. Além do discurso de Elisa Lucinda, o encontro contou com uma série de palestras, entrevistas e debates com convidados nacionais e internacionais. Para saber mais sobre esse evento exclusivo, clique aqui.

 

Lacunas históricas

Elisa Lucinda começou seu discurso trazendo à tona questões como o racismo no Brasil e o distanciamento da sociedade, em especial das escolas, das tradições e ensinamentos das culturas originárias. “Nossa educação formal tem um déficit imenso por ter desprezado a sabedoria dos povos originários, a saber, indígenas e negros e também ciganos”, ponderou.

Para ela, “se tivéssemos tido um pouco de acesso histórico, as coisas se dariam de outra maneira”. Nesse sentido, disse: “A gente tem uma sociedade, que a gente chama de civilização, não educada para preservar o planeta, para não poluir o céu, para não sujar os rios. Essa deveria ser uma máxima. Seria um grande corte epistemológico na nossa história da nossa civilização se essas narrativas tivessem tido lugar”.

Ainda falando sobre a questão do ensino escolar, ela mencionou que temos uma educação muito separada da vida e um distanciamento marcado entre o formato tradicional e a educação que ela sonha. “Eu proponho uma revolução a partir da palavra. A palavra que faz a diferença”, disse, e completou: “Nessa escola (que eu sonho), a palavra é rainha. E me dói saber que nem nas escolas ricas, nem nas pobres, as crianças têm esse apreço e dão essa importância à palavra”.

 

Quer continuar acompanhando esse depoimento incrível? Assista ao depoimento de Elisa Lucinda na íntegra, no qual você poderá conferir e entender melhor essa relação intrínseca entre a palavra e a educação.

Clique aqui para assistir

 

 

Assine nossa news

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *