Como são pensadas as séries do LIV?

22 de junho de 2020

Quem é apresentado ao programa Laboratório Inteligência de Vida (LIV), logo descobre – e se encanta – com as séries exclusivas que acompanham o material das turmas de 6º a 9º ano do Ensino Fundamental. 

Nem todo mundo sabe, porém, que Supernova, Anexo 11, Blackout e Recuperação são séries originais criadas pela equipe pedagógica do LIV em parceria com produtoras de cinema, proporcionando alinhamento com o projeto pedagógico e oferecendo aos estudantes um recurso até então inédito em escolas do Brasil.

Uma das pessoas por trás desse empreendimento é Joana London, gerente pedagógica do LIV, que participou da criação de todas as séries, acompanhou as gravações, a escolha dos atores e analisou cada detalhe para que o resultado final pudesse ser atraentes para os alunos sem deixar de lado a essência do programa. Para nos contar um pouco mais sobre essa experiência, convidamos Joana para um bate-papo sobre a criação as séries, que você confere a seguir:

Dica: disponibilizamos ao final do texto uma playlist com os trailers das séries para você dar uma espiada e ficar curioso 😉 

 

Como são pensadas as séries que acompanham o LIV?

As séries, assim como todos os materiais do LIV, são pensadas a partir de um profundo conhecimento sobre a faixa etária para qual a ferramenta é construída. Quando pequenos, além do mergulho no universo de interesse fazemos conversas com profissionais e famílias envolvidas. Com os adolescentes, esse trabalho se torna ainda mais interessante, porque conversamos diretamente com eles, entendendo o que eles gostam, o que têm interesse em assistir, quais são as questões que costumam vivenciar nas relações e complementamos também com a troca com os adultos que estão presentes em suas vidas. 

Qual o processo de criação dos roteiros?

Esse processo de pesquisa já acontece em parceria do LIV com a produtora. Depois dessa primeira etapa, fazemos um mergulho no conteúdo e encontramos quais pontos são mais frequentes na tríade de professor, aluno e família. Após análise, começa o chamado brainstorm com ideias do que pode ser o roteiro da nossa história, até que chega o momento em que a produtora apresenta uma das ideias que iniciamos juntos. Chegando em um roteiro que faça sentido para todos, seguimos o projeto sempre nessa troca de figurinhas, que começa nesse lugar mais macro e depois passa para os detalhes de qual palavra tiramos e qual mantemos de um diálogo de dois personagens, por exemplo. 

É nesse momento do roteiro que vocês definem os aspectos socioemocionais que vão abordar? Como se dá essa definição?

Em alguma medida, nossa cabeça já está acostumada a pensar nos aspectos socioemocionais. Mas sempre começamos pelos temas que entendemos como necessários serem trabalhados com os alunos, seja porque entendemos como um pedido deles ou porque é algo que as famílias e escolas veem necessidade. Como todas as nossas séries sempre vão ter esse aspecto das relações muito forte, os aspectos socioemocionais vão naturalmente aparecendo. No momento de pensar os personagens também temos em mente quais características queremos trabalhar e como eles vão interagir entre eles. 

Nesse sentido, de que maneira as séries em vídeo podem contribuir para a inteligência emocional?

O LIV acredita que precisamos sempre falar a linguagem do aluno para nos conectarmos com ele e assim conseguirmos dialogar sobre temas tão importantes. Após uma pesquisa que perguntava “o que vocês mais gostam de fazer?” para adolescentes de diversas regiões do país, descobrimos que 89% preferem assistir séries. Com essa resposta, não poderíamos investir em outra ferramenta para nos comunicarmos com esses jovens. A série é uma forma de trazermos temas necessários à tona de maneira jovem e com uma linguagem que é a deles, gerando identificação e reconhecimento através dos personagens, e assim fazendo com que o diálogo aconteça de maneira mais fluida e o engajamento aconteça mais naturalmente. 

Como é feita a seleção dos atores para cada personagem?

Em todas as séries buscamos atores que pareçam ter idades similares ou um pouco acima da deles, para gerar esse interesse. Além disso, há uma enorme preocupação com a diversidade de gênero, raça e biotipo desses atores. Já que somos críticos a uma cultura onde um há padrão de beleza vigente e imposto na maioria dos elencos, aproveitamos a oportunidade para trazer uma diferente representatividade nas nossas produções. 

Existe alguma dificuldade em falar sobre emoções e sentimentos através dessas histórias? 

Os diálogos precisam fazer sentido para a vida dos adolescentes, por isso a parte da pesquisa inicial é fundamental. Se o roteiro cai em um lugar moralista ou mesmo com um linguajar desatualizado, já é motivo para o desinteresse dos alunos. Parte do processo de criação é assistir as referências que eles nos apresentam e tirar a melhor parte delas. Mergulhar no mundo deles é parte fundamental para entendê-los.  

 

Acesse a playlist a seguir e confira os trailers de todas as séries do LIV

https://www.youtube.com/playlist?list=PLhKTAtbZCNnFsH1G8LaqoGJ2t-cIqh7Xo

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