Por que contar histórias ajuda na aprendizagem?

Por que contar histórias ajuda na aprendizagem?

4 de novembro de 2021

Em depoimento ao blog do LIV, o arte educador e contador de histórias Augusto Pessôa defende o poder transformador das narrativas e oferece recomendações. Confira!

***

Segundo Augusto Pessôa, o ato de contar histórias é uma prática ancestral, com poder transformador. “Contar histórias é uma relação de afeto. Aguça a imaginação. Ajuda a entender o mundo ao redor e a escolher os caminhos”.

Formado em Artes Cênicas pela Uni-Rio, Augusto Pessôa é ator, dramaturgo, cenógrafo e figurinista. Dedica-se à arte de contar histórias desde 1993, além de ministrar oficinas e cursos de formação sobre o assunto em escolas, universidades, museus e teatros em todo o país.

Ao longo de sua carreira, ele já participou de mais de cinquenta espetáculos teatrais e publicou livros como “Vênus na parte velha da cidade” e o conto adaptado de “O jabuti e a onça”. Além disso, é pesquisador e jurado no prêmio Selo Cátedra 10, da Cátedra UNESCO de leitura. 

No 3º Congresso LIV Virtual, ele participou de uma oficina sobre contação de histórias. Na ocasião, convidou os participantes a perceber a importância da oralidade e encontrar novas possibilidades de se tornar um contador e criador de narrativas, independentemente do ambiente.

Durante o evento, ele também defendeu que a narrativa oral permite dar vida “a emoções adormecidas em nossos universos internos, nos tornando capazes de existir de maneiras nunca antes imaginadas”.

Ao blog do LIV, ele ofereceu recomendações para quem deseja se aprofundar no tema e se tornar um contador e um criador de histórias. A seguir, você pode conferir quatro dessas dicas:

4 recomendações para contar uma história

 

1- Identifique-se com a narrativa

Para Augusto Pessôa, o elemento mais importante para que uma história seja bem contada é a identificação do contador com a narrativa que será usada. “Precisa também conhecer bem a história”, recomenda. E completa: “Leia muitas vezes ou fique passando a narrativa mentalmente. O ensaio também é fundamental. Ensaie bastante até se sentir seguro”, explica

2- Entenda o papel da literatura infantil e infanto-juvenil para o desenvolvimento da inteligência emocional

De acordo com Augusto, “a literatura infantil e infanto-juvenil de qualidade aguça a imaginação e trabalha os sentimentos que nos fundamentam como seres humanos”. Além disso, ele destaca que elas podem ampliar percepções e “trazem um sentimento de pertencimento”, por isso devem ser selecionadas com bastante atenção e levando esses fatores em consideração.

3- Tenha um leque de narrativas para contar em diferentes ambientes

De acordo com Augusto Pessôa: “Contar histórias é uma relação de afeto. Aguça a imaginação. Ajuda a entender o mundo ao redor e a escolher os caminhos”. Nesse sentido, ele diz que a contação de histórias para as crianças e os adolescentes pode ser inserida tanto na escola quando em casa, e explica:

“Em casa e na escola, a contação é o grande momento do afeto, da troca, da descontração. É o momento do aconchego. É uma atividade simples que depende apenas de uma boa história, de alguém que quer contar e outro alguém que quer ouvir. Nas duas situações (escola e casa) o contador deve trazer um leque de narrativas: histórias familiares, contos populares, contos autorais, histórias de filmes, enfim, as possibilidades são múltiplas”, destaca.

4 – Conheça a faixa etária de quem irá ouvir as histórias

Como última recomendações, o escritor recomenda identificar narrativas específicas para os diferentes segmentos e idades. Nesse sentido, ele explica que “o importante é conhecer o tempo de concentração de cada idade e os enredos de interesse”.

Essa prática é tão relevante que nos materiais do programa LIV, por exemplo, cada faixa etária conta com um tipo diferente de narrativa, que acompanha os desejos, dilemas e motivações das crianças e jovens em cada idade. Além disso, diferentes autores e formatos estéticos são usados para que as histórias possam ajudar no desenvolvimento socioemocional. Saiba mais.

***

Se você gostou, aproveite para conferir mais conteúdos exclusivos com os palestrantes do maior evento socioemocional da América Latina, baixe o nosso Kit do Congresso LIV Virtual e acesse o conteúdo completo do congresso, entrevistas exclusivas, melhores momentos e um e-book inédito sobre saúde mental. Clique aqui! 

Confira outros conteúdos do blog LIV sobre escrita e leitura

*** 

O LIV – Laboratório Inteligência de Vida é o programa de educação socioemocional presente em escolas de todo o Brasil, criando espaços de fala e escuta para ampliar a compreensão de si, do outro e do mundo.

Assine nossa news

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *